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CASE STUDY - Longe do escrutínio da Comissão Nacional de Eleições, necessário na substância mas bacoco na forma, as directas do Partido Socialista vão constituir um bom momento para estudar os métodos  e ferramentas de comunicação e propaganda utilizados pelos candidatos e para avaliar a maneira como os Media, num combate político bipolarizado, farão, sem constrangimentos de leis eleitorais desfasadas do tempo, as suas opções editoriais - sobretudo como as televisões irão cobrir a campanha de Costa e Seguro, mas também, depois, a votação e a análise dos seus resultados. Por outro lado esta campanha para as directas está já a ter uma presença digital assinalável, e às vezes imaginativa e agressiva, quer em blogues, quer em redes sociais. Este lado digital, longe das baias pré-históricas da CNE, será porventura das coisas mais interessantes a seguir e a analisar. Eu, que não sou simpatizante do PS nem de nenhum dos dois candidatos, estou cheio de curiosidade a ver como tudo isto vai evoluir - sobretudo porque daqui se poderão - ou não - tirar lições para que a comunicação política provoque maior participação, provoque maior esclarecimento e produza maior empenhamento dos eleitores. Se a coisa, pelo contrário, se resumir ao relambório do costume, ninguém ficará a ganhar e o crédito dos cidadãos nos partidos sofrerá mais uma machadada.


SEMANADA - Ana Drago anunciou a sua saída do Bloco de Esquerda; a direcção do Bloco de Esquerda rejeitou ser “sucursal do PS”; Francisco Louçã atacou Daniel de Oliveira no Facebook; Rui Rio já tem uma plataforma de apoio, intitulada “Portugal em Primeiro”; no dia do arranque do recenseamento para as primárias do PS inscreveram-se 160 simpatizantes por hora; a hotelaria registou 4,4 milhões de dormidas em Maio, o que gerou um aumento das receitas  do sector na ordem dos 19%; foi detectada uma rede envolvida no tráfico de menorers nigerianas que as introduziam na Europa através de Portugal; foi detectada uma rede que vendia cartas de condução a analfabetos; foram detectados casos de doentes que chegam aos hospitais públicos em situação de subnutrição; a segurança social recusa pagar a trabalhadores de empresas em dificuldades; o montante total das portagens nas scut ascende a 96,6 milhões de euros, cerca de 66,5% do total arrecadado em portagens no primeiro semestre do ano; a Via do Infante foi a SCUT que teve maior aumento de utilização, cerca de 21%; Gerard Depardieu anunciou que vai produzir vodka biológico na Rússia; nos últimos três anos registam-se 2700 lugares a menos no ensino superior; um estudo da Universidade Portucalense revela que os alunos do 3ºciclo e do ensino secundário “não são capazes de gerir as suas finanças, não possuem hábitos de poupança, nem estão familiarizados com a linguagem financeira”; Portugal é o país europeu com menos nascimentos, só nascem dez crianças por hora; em consequência da quebra da natalidade e da emigração o ensino pré-escolar e o básico continuam a perder alunos - 26 mil no último ano.


ARCO DA VELHA - O fisco briga com toda a gente e, para não nos esquecermos da natureza beligerante do esbulho fiscal, o novo diretor geral da Autoridade Tributária e Aduaneira chama-se BRIGAS Afonso.


FOLHEAR - A “Vanity Fair” de Julho dedica a sua capa à nova vaga de estrelas de Hollywood. Mas do ponto de vista editorial a estrela desta edição é um magnífico artigo sobre o plano de desenvolvimento das companhias aéreas do Médio Oriente, que em poucos anos conseguiram transformar o aeroporto do Dubai num dos mais utilizados do mundo, graças a linhas aéreas como a Emirates, cujo terminal próprio naquele aeroporto é o maior terminal aéreo do planeta. As três companhias aéreas do Golfo, a Qatar e a Ethiad e a Emirates, estão a transformar o negócio da aviação e fizeram da sua base no Dubai um local incontornável, ao ponto de, actualmente, todas as semanas, 130 companhias aéreas utilizarem o aeroporto do Dubai como ponto obrigatório em 6000 vôos para 260 destinos. Não é por acaso que a “Vanity Fair” se gaba de ser a revista não económica que publica os melhores artigos sobre temas de negócios e economia . Neste artigo, “The New Jet Age” vem tudo explicado - o plano, os meios, os objectivos e as etapas para que no meio do deserto se criasse em tão pouco tempo um ponto nevrálgico e incontornável do negócio aeronáutico. Para além deste artigo, noutro registo, vale a pena ler a peça sobre o método de trabalho e a obra de Jeff Koons, agora que ele está quase à beira dos 60 anos, com uma exposição a abrir brevemente no Louvre e com as suas obras a atingirem preços recorde, na casa das dezenas de milhões de dolares. Só estes dois artigos já dão mais informação que a maior parte de edições inteiras de outras revistas.


VER -  Até meados de Setembro a Galeria João Esteves de Oliveira (Rua Ivens 38), apresenta uma exposição colectiva que agrupa trabalhos de artistas como André Almeida e Sousa, Diogo Guerra Pinto, Eugénia Mussa, Manuel Gantes e Paulo Miguel Lopes. Como é hábito nesta Galeria, os trabalhos usam como base de trabalho o papel, em diversas técnicas. Logo na sala de entrada destacam-se os trabalhos de André Almeida e Sousa e, no primeiro andar, os de Manuel Gantes e a interessante abordagem de Paulo Miguel Lopes (aqui reproduzido), num universo que muitas vezes evoca a BD. Na Pousada de Cascais o Cidadela Art District apresenta este fim de semana uma série de propostas novas - uma exposição de Pedro Pascoinho, uma sessão de live painting por Filippo Fiumani no espaço da revista digital Magnetica e uma video instalação de Paulo Arraiano e Duarte Amaral Netto com Andrea Hackl.


OUVIR - “Last Dance” é o título do disco editado este ano na ECM por Keith Jarrett e Charlie Haden, dois músicos que colaboraram intermitentemente ao longo de várias décadas. Este “Last Dance” acabou por ter um título premonitório - Charlie Haden morreu este mês, e quando decorreram as gravações de “Last Dance” , em 2007, já estava bastante doente. O disco revisita em parte o reportório de “Jasmine”, o CD que assinalou em 2010 o reencontro entre os dois músicos. Baseado no cancioneiro popular e nos grandes standards da música americana, “Jasmine” surgiu como uma lufade de ar fresco em relação a outros registos de Jarrett anteriores. Aqui, em “Last Dance”, nota-se o cuidado nos arranjos, perfeitos e intensos, mas de uma sobriedade exemplar. Destaco “Everything Happens To Me”, “Where Can I Go Without You”, “Every Time We Say Goodbye”, “Round Midnight”, “It Might As Well Be Spring” - e corro o risco de dizer que a faixa final, “Goodbye”, um clássico de Gordon Jenkins, é aqui deixada como testamento do que foi o prazer destes dois músicos de excepção a tocarem um com o outro. A ECM, que durante muitos anos foi representada em Portugal pela Dargil, está agora sem importador nacional - pelo que com sorte as suas edições se apanham de vez em quando na FNAC ou no El Corte Ingles. Ou então, na Amazon, que apesar das entregas cada vez mais caras e acidentadas, continua a ser uma hipótese.


PROVAR - O sol brilha, a temperatura aumenta. Apetece qualquer coisa muito fresca. Pois é, estamos na época em que os gelados se tornam mais apetecíveis. Acontece que o mundo dos gelados mudou muito nos últimos anos e surgiram uma série de variedades inesperadas. Por exemplo, começaram a ser feitos gelados com sabores que vão de pastel de nata a tarte de maçã, passando por Mojitos. Há vários fabricantes a apostar em sabores pouco tradicionais, mas uma das marcas portuguesas de gelados que produz sabores mais inesperados é a Artisani. A boa novidade deste verão é um gelado com sabor a Sunlover, uma bebida nutri-cosmetica portuguesa, com zero calorias, que promete aumentar as defesas do corpo e diminuir o envelhecimento acelerado da pele. O Sunlight Sorbet Light é a proposta da Artisani, já disponível nas suas lojas de Cascais, Carcavelos, Doca de Santo Amaro e Avenida Álvares Cabral, em Lisboa. É frutado, não é demasiado doce e a sua textura de sorbet parece perfeita. Garantidamente é bom mesmo depois de o sol se pôr e desperta os sentidos para experimentar a bebida com base na qual é elaborado.


DIXIT - Depois da maneira como correu este Mundial fiquei com a sensação que a FIFA está a fazer do futebol uma coisa tão pouco entusiasmante como aquilo em que a FIA transformou a Fórmula Um - Oliveira de Figueira


GOSTO - Da empresa portuguesa Tekever. que produz drones utilizados em missões de defesa e vigilância e os exporta para diversos países.


NÃO GOSTO - A Comissão de Recutamento e Selecção Para a Administração Pública recusou a um candidato o acesso às suas classificações detalhadas num concurso público a que concorreu e de onde foi excluído


BACK TO BASICS - Um banqueiro é alguém sempre disponível a  emprestar o guarda chuva quando está um sol radioso, mas que exige a sua devolução mal começa a chover - Mark Twain.

 

 

 

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