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SOBRE A EVOLUÇÃO DAS FORMAS DE VER TV

por falcao, em 16.12.16

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TELEVISÃO - Quando olhamos para o panorama da televisão em Portugal, que vemos? - o canal mais visto é a TVI, seguido da SIC a alguma distância e pela RTP1, bastante mais abaixo. Mas se olharmos para o visionamento de televisão o quadro é um bocadinho diferente. De segunda a sexta o conjunto dos canais de acesso livre, fica um pouco acima dos 50 por cento do total da audiência e o cabo e outras formas de televisão (you tube, jogos e, claro, netflix e proximamente Amazon) ficam um pouco abaixo. Mas ao fim de semana, quando as pessoas estão mais tempo em casa e o desporto, sobretudo o futebol, assume maior importância, os canais de acesso livre já ficam abaixo dos 50% e as outras formas de televisão, chamemos-lhes assim, são já, no seu conjunto, maioritárias. Se olharmos para o tempo que os espectadores passam à frente do televisor, desde o início do corrente ano, detectamos uma diminuição, mas sobretudo notamos uma perda nos canais de acesso livre e um incremento nos canais de cabo e nas outras formas de consumo. Nada disto é estranho. No Reino Unido um estudo recente mostra que o número de espectadores que utiliza o aparelho de televisão para ver YouTube duplicou desde o princípio do ano - e as pessoas entre 18 e 34 anos nesse país consomem 45 minutos de YouTube diariamente. À medida que o número de aparelhos de televisão com capacidade de conexão digital aumentar ( e estão a aumentar de forma rápida) a emissão digital vai crescer - o que a médio prazo colocará um dilema significativo aos operadores que apostarem na emissão tradicional. Na televisão o futuro está cheio de novos desafios.

 

SEMANADA - Uma investigação do Observatório Europeu da Droga e da Toxidependência sinaliza um aumento do consumo de ecstasy e indica que a cocaína continua a ser a droga mais consumida em Portugal; o mesmo estudo indica que em Lisboa o consumo destas drogas é maior que em Paris; a Ministra da Justiça admitiu que há prisões onde se regista falta de comida para os detidos; as prisões portuguesas devem sete milhões de euros a fornecedores; 41 euros é quanto custa ao Estado cada preso por dia;  Pedro Dias, o foragido que se entregou em directo à RTP, diz-se inocente e pediu a saída da prisão; Sandra Felgueiras, que se dispôs a acompanhar essa rendição, afirmou que “Pedro Dias é uma pessoa que cria conforto”;  segundo a PJ Pedro Dias é também suspeito de ter roubado antiguidades e obras de arte no Alentejo há quatro anos e algumas dessas peças furtadas foram encontradas na casa do suspeito e de familiares; a Autoridade de Mobilidade e dos Transportes recebeu 4576 queixas de utentes no primeiro semestre, uma grande parte tendo por alvo o Metropolitano de Lisboa; a Gatewit,  uma plataforma que geria compras do Estado, foi impedida de operar. ao fim de váruiosmeses de queixas,  por incumprimento “grave e reiterado”, designadamente a cobrança de serviços que por lei são gratuitos; em Portugal há centros de procriação assistida com ovócitos, espermatozóides e embriões guardados há dez anos, sem serem reclamados; “ Não estou nada arrependido de ter estado na política, mas menos arrependido estou de ter saído” - afirmou Fernando Nogueira numa recente entrevista.

 

ARCO DA VELHA - Rui Rio, putativo candidato à liderança do PSD, propôs a criação de um novo imposto para pagar os juros da dívida pública.

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FOLHEAR - Um dos mais fascinantes livros sobre fotografia que me foi dado descobrir nos últimos tempos foi “Seeing Things - A Kid’s Guide To Looking At Photographs”, de Joel Meyerowitz, um fotógrafo norte-americano, de Nova Iorque, que se destacou por ser um dos precursores de uma utilização criativa da fotografia a cores numa época em que o preto e branco era ainda largamente dominante. Com uma carreira longa de ensino da fotografia, ele é também autor de quase duas dezenas de livros. Agora, para a prestigiada editora norte-americana Aperture ele fez este livro dedicado às crianças. “Escolhi as fotografias deste livro com a esperança de que as coisas que vão descobrir a vê-las possam encorajar-vos a abrir os olhos e a mente para que possam olhar para o mundo à vossa volta de uma nova maneira” - escreve Meyerowitz na introdução ao livro. A primeira fotografia apresentada é de Henri Cartier-Bresson, na Gare de Saint-Lazare, em 1932. E a segunda é uma das imagens mais célebres de uma das referências do autor,  Eugène Atget, o tocador de orgão, de 1890. As imagens escolhidas percorrem mais de um século de fotografia e todas merecem um texto que as enquadra e as analisa, mostrando-as para além das evidências. E isto é o que faz deste livro uma obra não só para crianças mas para todos os que verdadeiramente se interessam por compreender a fotografia. “Seeing Things”, disponível na Amazon, edição original da Aperture. de 2016.

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VER - Para ver, hoje recomendo um documentário feito para televisão há uma década. Esta é uma semana particularmente interessante para trazer aqui esta obra, em paralelo com a cerimónia do Nobel onde Patti Smith, em nome de Bob Dylan, fez uma arrepiante interpretação (disponível no YouTube) de “A Hard Rain’s Gonna Fall”, uma canção de 1962. Realizado por Martin Scorsese, estreado em 2005 na PBS americana e na BBC no Reino Unido, “No Direction Home” retrata a evolução de Bob Dylan, entre 1961 e 1966, de cantor folk para voz de protesto de uma geração de jovens norte-americanos e, finalmente, para uma estrela rock de dimensão mundial. No fundo retrata o nascimento da carreira de Dylan até ao acidente de moto que durante muito tempo o afastou dos palcos. O título é um dos versos de uma das suas canções mais conhecidas, “Like A Rolling Stone”, de 1965. Para assinalar o décimo aniversário da edição original foi agora distribuída, também no mercado português, uma nova edição de um duplo DVD que inclui imagens inéditas, versões originais de entrevistas concedidas aquando das filmagens e outro material raro. Dylan gravou mais de dez horas de entrevista no âmbito da produção, que registou também depoimentos do poeta Allen Ginsberg, de Suze  Rotolo (a namorada Dylan da época, numa das suas raras entrevistas), Joan Baez e Pete Seeger, entre outros. O documentário ganhou uma série de prémios quando foi originalmente exibido e lançado em DVD e é ainda hoje uma obra de referência quando falamos de documentários sobre criadores musicais contemporâneos. “No Direction Home”, 2xDVD Capitol, distribuído em Portugal pela Universal, edição especial disponível na FNAC e El Corte Inglés

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OUVIR - Quando o disco começa e se ouvem os versos “Tristeza não tem fim/ Felicidade sim”, percebe-se que há aqui qualquer coisa de diferente. Estes versos fazem parte de “A Felicidade”, um dos grandes êxitos de Tom Jobin, em parceria com Vinicius de Moraes, que aqui surge cantado pela portuguesa Carminho, um dos nomes do Fado da nova geração. Atrever-se a fazer um disco baseado em canções de Jobin é uma aventura, ainda para mais quando conta com duetos com Marisa Monte, Chico Buarque e Maria Bethânia. A direcção musical de "Carminho canta Tom Jobin" e os arranjos foram de Paulo Jobim e o acompanhamento foi da Banda Nova, onde além de Paulo e Daniel Jobin estão Jaques Morelenbaum e Paulo Braga. O que é surpreendente neste disco é que Carminho recusa abrasileirar-se e canta no seu estilo próprio, uma opção inteligente que ao princípio parece estranha mas depois se compreende. A sua interpretação é foneticamente tão diferente, que, por exemplo, no dueto com Chico Buarque em  “Falando de Amor”, o contraste entre os dois intérpretes se torna num desafio atraente. Para mim a interpretação de “Wave - Fundamental é mesmo o amor/É Impossível ser feliz sozinho” com letra e música de Tom Jobin, é talvez o momento mais alto do disco, logo seguido de “Retrato em Branco e Preto”. 

 

PROVAR -  A Tasca do João é um daqueles clássicos lisboetas que nunca engana. Existe há muitos anos, já mudou de localização várias vezes, sempre na Rua do Lumiar. A casa tem origens nortenhas, que se notam na ementa e no apuro da cozinha. Há pratos clássicos, como a posta mirandesa, temperada como manda a tradição, grelhada na brasa, acompanhada de batatas a murro e feijão verde, ou os lombinhos de porco preto na grelha, ou então, mediante encomenda, o coelho bravo à caçador, a feijoada de lebre, o cozido minhoto ou o arroz de cabidela de galo. A atestar a origem minhota destaque, na época adequada, para uma das melhores lampreias de Lisboa. Do couvert fazem parte umas boas azeitonas, fatias de lombo fumado, em pão de milho, e pataniscas de bacalhau. A casa está sempre cheia, a clientela é fiel, o vinho da verde da casa é servido em jarros e malgas e a carta de bebidas tem boas surpresas como o Bafarela, do Douro, que acompanhou bem a posta à mirandesa - atenção que duas doses dão à vontade para três comilões. Nesta altura do ano,entre as sobremesas, destaque para o marmelo cozido. Rua do Lumiar 122, telefone 217 590 311

 

DIXIT -  “Nunca tinha tido oportunidade de colocar a mim mesmo esta questão: será que as minhas canções são literatura?” - Bob Dylan, no discurso enviado à Academia Sueca a propósito da atribuição do Nobel.

 

GOSTO - Artur Anselmo, Presidente da Academia das Ciências, defende que em relação ao acordo ortográfico “o normal é o respeito pelas ortografias nacionais”.

 

NÃO GOSTO - As empresas públicas de transportes têm um passivo que já ultrapassa os 20 mil milhões de euros

 

BACK TO BASICS - A diplomacia é a arte de se ir dizendo “cãozinho lindo” até se encontrar uma pedra para lhe atirar - Will Rogers

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publicado às 14:00

FANTASIA - Às vezes a política não é uma encenação, mas é raro tal acontecer; às vezes a política consegue ser coerente, mas não é nada frequente; às vezes os políticos são sinceros, mas não é costume. A semana que agora acabou foi pródiga em tudo isto. Por momentos parecia um ensaio de bailado entre Passos Coelho e Seguro - só que ambos escorregavam e caíam, sem conseguirem completar os movimentos. Na época da comunicação digital, o Primeiro Ministro e o líder do maior partido da oposição correspondem-se por carta para criar um ambiente de romance - uma coisa para inglês ver, melhor dizendo para troika observar. Nesta última semana não houve dia em que Passos e Seguro não falassem. Falaram demais - dias de cacofonia, de simulações e de muito poucos actos. Até a cena final - a conferência de imprensa matinal de quinta-feira, depois da dramatização de um Conselho de Ministros ao longo da madrugada, foi um triste espectáculo de vazio, uma ilusão de óptica. No fim da conferência de imprensa fiquei com a certeza que a troika vai saber, antes dos cidadãos, os cortes orçamentais que não foram revelados. Fecho os olhos e imagino tudo isto como se fosse um filme: o Governo retocou-se, escolheu uma nova maquilhagem, até fez um casting interessante para novos personagens. Mas mesmo bons actores podem aparecer em maus filmes, quando o realizador falha o seu serviço e o produtor está apenas interessado em tapar as evidências de que as coisas não vão bem. Olho para o Governo e tenho a sensação de que estou a ver um filme que é uma produção falhada, um filme que ultrapassou o orçamento, falhou a história, um filme onde os actores não se entendem e realizador e produtor não conseguem concretizar o projecto. Vítor Gaspar falhou estrondosamente no orçamento de produçāo, e Passos Coelho é um realizador que deixa a história degradar-se, por causa das dificuldades do produtor, e que nāo consegue dirigir os seus actores. Espero que nunca se candidatem a um subsídio à produção de cinema.


SEMANADA - Pinto da Costa anunciou ir avançar para o 13º mandato no FCP; Paulo Portas ainda não confirmou se vai ser candidato à liderança do CDS-PP;  George Soros defendeu uma zona Euro sem a Alemanha; Miguel Relvas renunciou ao cargo de Deputado na sequência da sua saída do Governo; o Governo foi retocado; António José Seguro foi reeleito líder do PS com 96,53% dos votos expressos; o Secretário Geral do Parlamento demitiu-se ao fim de 10 meses na função por questões relacionadas com o controlo das despesas dos partidos; a Assembleia da República tem pago o funcionamento da Comissão Nacional de Eleições e dos seus funcionários à margem das normas legais; trabalhadores com salários em atraso triplicaram em 2012; Mário Soares, falando sobre a situação presente, avisou Cavaco que, “por menos, houve o regicídio” que matou D. Carlos; no início da sua actuação em Portugal a troika previa uma taxa de desemprego de 13,5%, agora a previsão já vai em 18,5%; a procura por novos automóveis caiu 9,8% no primeiro trimestre em toda a Europa e em Portugal aumentou 2,7%; na Alemanha nasceu um partido político cujo programa defende o fim do Euro; várias empresas públicas perderam mais de três mil milhões de euros com contratações de produtos financeiros de risco - entre elas as dos Metropolitanos de Lisboa e Porto, que, juntas,  perderam dois mil milhões de euros a brincarem à especulação financeira.


ARCO DA VELHA -  A ASAE só detectou 12 infracções de menores a beber em locais públicos em 2012.


VER - No Museu Berardo, no CCB, está patente mais uma edição do  BES Photo: quatro exposições de outros tantos autores, num critério de escolha que continua polémico. Dois dos escolhidos - Pedro Motta e Sofia Borges - são brasileiros e usam apenas a fotografia como vago suporte de manipulações, não se entendendo de todo o sentido da sua presença, ainda por cima com ambos num mesmo registo pós-fotográfico. O português Albano da Silva Pereira, que ganhou reputação a fazer os Encontros de Fotografia de Coimbra, mostra fotografias da sua vida de viajante, intercaladas com recordações, numa montagem que evoca um “cabinet d’artiste” encenado como um caderno de viagem e com um recurso, desnecessário, a um video. Resta o moçambicano Filipe Branquinho, o único a apresentar uma ideia fotográfica, que como ele próprio refere, evoca o trabalho de Ricardo Rangel ou José Cabral, nomes maiores da fotografia do seu país. Tenho desde há muito grande dificuldade em compreender os critérios do BES Photo, que insiste em misturar meios e processos que usam apenas a fixação da imagem fotográfica como uma das etapas do processo, em detrimento do registo da forma de ver. O estreito corredor onde os trabalhos de Filipe Branquinho estão presentes vale uma deslocação ao CCB. E, noutro registo, as memórias de Albano da Silva Pereira introduzem um espírito coleccionista que remete para a descoberta e a memória.


FOLHEAR - Enquanto não chega a nova encomenda, de Primavera, tenho nas mãos a edição de Inverno de 2012 da “Aperture”, uma revista que se edita quatro vezes por ano, destinada a mostrar os caminhos da fotografia, fundada por Minor White e que pertence à Aperture Foundation, de Nova York. A “Aperture” é a minha maneira de me manter ligado ao que se faz, aos melhores trabalhos no campo da fotografia. É, de alguma maneira,  a minha galeria privada de fotografia que, graças à Amazon, recebo em casa. Vive da imagem fotográfica e não liga muito às modas passageiras. Sinto que os curadores que, por cá, vivem dos equívocos de imagens de jogos florais têm pouco interesse nesta publicação, até porque contraria o pensamento dominante por estas bandas. Nesta edição gostei muito dos retratos da holandesa Rineke Dijkstra, do trabalho, algo revivalista, de Alec Soth em busca dos subúrbios num misto de técnica datada e factos contemporâneos, e das paisagens urbanas de Tim Davis. Mas a peça de reflexão é um excelente trabalho sobre cinco livros de fotografia que marcam a história da América, feitos por Walker Evans, Robert Frank, Joel Sternfeld, Jacob Holdt e Doug Rickard. Dei por mim a pensar que, por cá, muito pouco trabalho, como o que está em qualquer destes livros, foi feito e editado.


OUVIR- José James podia ser considerado simplesmente um músico de jazz. Mas vale a pena pensar que a música soul que lhe corre nas veias e impulsiona a voz é de facto o seu toque diferenciador, mesmo quando ronda o hip-hop. Neste seu novo álbum, “No Beginning, No End”, o primeiro para a Blue Note, ele deixa de lado sonoridades mais electrónicas do trabalho anterior, “Blackmagic” e percorre arranjos mais acústicos e, de alguma forma, mais genuínos e o efeito final é mais intimista, mais intenso. Temas como “Trouble”, “Vanguard”, “No Beginning, No End”, “Tomorrow” ou a versão de “Come To My Door” com Emily King, são provas do talento de José James. E razões mais que suficientes para ouvir este disco.


PROVAR - Há uma razão líquida para ir ao Vélocité Café na Duque de Ávila - é a cerveja artesanal “Sovina”, na variedade Bock. Combina muito bem com o hamburguer de bacalhau com, aioli em pão pita, uma das especialidades da casa. Outra é o prego em bolo de caco de alfarroba e uma outra é a tosta de broa de milho com pasta de chouriço. A lista é razoavelmente extensa, enmtre saladas e snacks e alguns pratos do dia, muitas vezes com uma opção vegetariana. Se gosta de cerveja não hesite em provar esta “Sovina”, feita no Porto e ainda uma raridade em Lisboa. Tem um paladar único - e apesar dos seus 7,5 graus de alcool, o que exige prudência, é de uma grande leveza. O estabelecimento onde tudo isto se passa é um misto de restaurante e cafetaria com oficina de bicicletas, loja de acessórios e, claro, também de diversos modelos de bicicletas para várias idades. Boa decoração, boa onda, bom espaço e, ainda por cima uma cozinha simples mas bem cuidada. Para os adeptos do petisco a tábua de queijos com doces da estação é também uma boa experiência e ao fim de semana há brunch. O Vélocité Café fica na  Avenida Duque de Ávila 120, mesmo ao pé da ciclovia, e tem o telefone 213 545 252.


DIXIT - Paulo Portas sabe mais de táctica sózinho que a direcção do PSD por atacado - José Eduardo Martins


GOSTO- Código do processo civil vai dar prazo máximo de 30 dias a juízes para proferirem sentenças


NÂO GOSTO - Três dos quatro bancos que tiveram ajuda do Estado reduziram mais o crédito às empresas do que a média do sector.


BACK TO BASICS -  A invocação da necessidade é o argumento mais utilizado para se justificar a limitação da liberdade -William Pitt


(Publicado dia 19 de Abril no Jornal de Negócios)

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publicado às 15:53


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