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SENHOR COSTA EXTINGA A EMEL!

por falcao, em 07.09.10

(Publicado hoje no diário Metro)


 


O semanário «Expresso» noticiava esta semana que Lisboa é a cidade europeia onde é mais caro estacionar um automóvel nos parquímetros de rua. Ou seja, é mais caro que Londres, Madrid, Milão ou Amesterdão. Os automobilistas lisboetas, que vivem na cidade, pagam os seus impostos na cidade e trabalham na cidade, são penalizados e perseguidos.


A EMEL, uma entidade que a Câmara Municipal de Lisboa devia ter a coragem de extinguir, gaba-se de ir ter lucros record, à custa dessas tarifas altas e de abusos de poder sistemáticos – que passam por ser rápida e muitas vezes abusiva a bloquear e a multar e muito lenta a desbloquear ou a responder a queixas e protestos dos utentes. A EMEL é uma empresa que maltrata os clientes, que despreza os  munícipes e que faz campanhas de publicidade absolutamente enganosas sobre os seus métodos e fins. Basta olhar para o recente devaneio de José Sá Fernandes, que queria à viva força introduzir bicicletas de aluguer em Lisboa, talvez na tentativa de ter alguém a circular nas ciclovias que construíu de forma absurda. Quem lhe satisfez o capricho? A EMEL, claro, que lançou com parangonas o existência de doze – reparem bem no astronómico número – DOZE bicicletas para os utentes dos parques de estacionamento. E que utentes são esses? Apenas os clientes dos parques com assinatura mensal. Se isto não fosse risível seria um dramático sinal de incompetência e saloice.


Na zona onde trabalho, nas Avenidas Novas, é frequente ver os esbirros da EMEL a bloquearem carros que não estão mal estacionados, apenas excederam o tempo, enquanto assobiam perante as duplas filas. E com alguma frequência os carros da EMEL estão mal estacionados em cima de passagens de peões. Uma vez enviei uma foto de uma situação destas para a própria EMEL, protestando, e explicaram-me que os infractores estavam apenas a trabalhar e tinha sido por pouco tempo. Senhor António Costa, e não se pode extinguir esta empresa parasita? Vá lá, faça alguma coisa por Lisboa, já que tão pouco tem feito.


 

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publicado às 14:49

MAIS UMA DA EMEL

por falcao, em 12.09.09

Alguma alma iluminada da vereação do Dr. Costa decidiu ajardinar o único local onde se podia estacionar junto dos colégios que funcionam na Rua Dr. João Soares, no Campo Grande. Agora a confusão é total e os pais não têm como estacionar. Pior: a EMEL, que faz campanhas publicitárias a dizer que existe para ajudar, põe-se à coca a partir das quatro e meia, para multar os pais quando estes vão às escolas buscar as crianças. É extraordinário como a EMEL tem as coisas bem organizadas - quando desapareceu o estacionamento pôs-se logo a multar.

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publicado às 13:05

 


EMEL - Vou relatar uma situação real ocorrida esta semana, numa tarde de chuva, com uma amiga minha. Foi ao notário tratar de um assunto e no regresso o carro estava com bloqueadores da EMEL. Ligou para um call center muito moderno e dizem que os desbloqueadores vão a caminho. Factos: o estacionamento foi feito às 11h20, a saída do notário foi às 13h20, o bloqueamento foi feito às 12h05, o primeiro pedido de desbloqueamento foi às 13h25, mas só foi concretizado três horas e meia depois, às 16h50. Pelo meio foram feitos vários telefonemas sempre com a informação de que o assunto estava a ser tratado – com o irritante automatismo dos call centers que efectivamente são um atentado aos clientes. Eu sei que a EMEL é uma organização, patrocinada pela Câmara Municipal de Lisboa, para abusar da paciência dos munícipes. A legalidade da sua plena actuação é questionável, o bom senso dos seus agentes é quase nulo, a eficácia na caça à multa e o abuso de autoridade é directamente proporcional à ineficácia da sua acção quando são chamados a resolver situações. O Dr. António Costa acha três horas e meia um tempo aceitável para desbloquear um carro? Eu por mim sugiro que na próxima campanha autárquica os eleitores castiguem quem não apresentar medidas de reforma da actuação da EMEL.

 

EUROPA - Estou cheio de curiosidade sobre o futuro do Tratado de Lisboa – aliás tenho alguma curiosidade em ver como a União Europeia vai sair da embrulhada em que está no meio da crise financeira. Quis o destino que a próxima presidência da União caiba à Checoslováquia – que por acaso ainda não ratificou o tratado e cujo presidente Vaclav Klaus se tem recusado a hastear a bandeira da Comunidade no alto do Castelo de Praga, a sua residência oficial. Depois do frenesim de Sarkozy vai ser curioso seguir a evolução de uma Europa em roda livre.

 

EUA - A «Newsweek» desta semana resume numa frase curta o que é a missão de Baracak Obama para a História: «O novo Presidente dos Estados Unidos será julgado com base no que conseguir fazer para salvar o capitalismo». Ora aqui está uma coisa que as mentes simplórias devem ter sempre presente.

 

PORTUGAL - No regime português pós 25 de Abril existem dois «golpes de Estado», chamemos-lhes assim: o primeiro foi a dissolução da Assembleia da República por Jorge Sampaio (o pior Presidente do regime), numa sucessão ainda mal explicada de acontecimentos; e o segundo foi a alteração irrevogável dos poderes presidenciais expressos na Constituição, no caso do Estatuto dos Açores. Não certamente por acaso os dois golpes foram protagonizados por socialistas: Jorge Sampaio e José Sócrates. Vale a pena registar a forma como o Partido Socialista trata o regime e os expedientes a que recorre em seu interesse exclusivo.

 

FUTURO - Algo me diz que em 2009 a demagogia vai subir de tom, algo me diz que o populismo vai comandar, algo me diz que o PS vai tentar abusar da sua autoridade, utilizar a maioria absoluta para promover mais abusos. A situação é tanto mais complicada quanto a oposição é fraca, tem pouca capacidade e iniciativa. Nem o básico dos básicos consegue: confrontar o PS com o que faltou fazer em relação a promessas eleitorais e programa de Governo. A situação provoca o desinteresse dos cidadãos, o PS agradece e está a transformar o Estado no seu parque de diversões privativo. Sem a participação dos cidadãos o futuro vai ser dos tiranetes justificados por maiorias absolutas. Nos meus piores sonhos vejo uma junta militar presidida por Sócrates, ladeado por António Vitorino e Santos Silva a acolherem Hugo Chávez com honras nacionais.

 

ALMANAQUE - A revista do ano é sem dúvida a «Monocle», a revista que se tornou uma leitura obrigatória no que diz respeito ás tendências, à evolução das cidades, á forma de pensar e de encarar o Mundo. A edição de Dezembro/Janeiro dedica-se a fazer previsões sobre 2009 e a indicar pistas a seguir, em pessoas, em artistas, em cidades e regiões. No meio, um português surge entre os 20 heróis do futuro próximo,

João Fazenda, ilustrador com trabalhos publicados no «Sol», «Visão» e «Público», além de vários jornais e revistas internacionais. Saibam mais sobre ele em www.joaofazenda.com . A «Monocle» é um verdadeiro almanaque dos tempos que correm.

 

CLÁSSICO - Nestes tempos difíceis nada como regressar aos clássicos. Michael Feinstein é um intérprete pouco conhecido em Portugal, mas reconhecido e apreciado nos Estados Unidos. Tem uma carreira dedicada a estudar e interpretar os clássicos da canção popular norte-americana e é colaborador frequente da «Library Of Congress» nesta área. O seu trabalho mais recente é uma homenagem a Sinatra. Além da capacidade vocal e de interpretação, os arranjos e toda a produção deste disco ( a cargo de Bill Elliott) são absolutamente exemplares. De longe esta é a mais fascinante homenagem a Frank Sinatra feita nos últimos anos. «The Sinatra Project», Michael Feinstein, CD Concord, comprado na Amazon.

 

BACK TO BASICS – «A melhor forma de prever o Futuro é inventá-lo», Alan Kay.

 

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publicado às 19:54

ABUSOS E PREGUIÇA DA EMEL

por falcao, em 30.12.08

Vou relatar uma situação real ocorrida esta semana, numa tarde de chuva, com uma amiga minha. Foi ao notário tratar de um assunto e no regresso o carro estava com bloqueadores da EMEL. Ligou para um call center muito moderno e dizem que os desbloqueadores vão a caminho. Factos: o estacionamento foi feito às 11h20, a saída do notário foi às 13h20, o bloqueamento foi feito às 12h05, o primeiro pedido de desbloqueamento foi às 13h25, mas só foi concretizado três horas e meia depois, às 16h50. Pelo meio foram feitos vários telefonemas sempre com a informação de que o assunto estava a ser tratado – com o irritante automatismo dos call centers que efectivamente são um atentado aos clientes. Eu sei que a EMEL é uma organização, patrocinada pela Câmara Municipal de Lisboa, para abusar da paciência dos munícipes. A legalidade da sua plena actuação é questionável, o bom senso dos seus agentes é quase nulo, a eficácia na caça à multa e o abuso de autoridade é directamente proporcional à ineficácia da sua acção quando são chamados a resolver situações. O Dr. António Costa acha três horas e meia um tempo aceitável para desbloquear um carro? Eu por mim sugiro que na próxima campanha autárquica os eleitores castiguem quem não apresentar medidas de reforma da actuação da EMEL.E ao fim das tr~es horas e meia nem um pedido de desculpa, nem uma justificação - paguem e calem-se. Se fosse comigo tinha-lhes pedido a identificação e solicitado que fizessem um teste do alcóol.

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publicado às 13:54

A INTOLERÁVEL EMEL

por falcao, em 18.11.08

(Publicado no Meia Hora de 18 de Novembro)


 

Na semana passada aconteceu-me ter uma reunião perto da sede da EMEL, a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa. Eu confesso que não gosto da EMEL, dos poderes policiais que lhe foram dados (e que alguns juristas consideram de duvidosa legalidade), não gosto da atitude dos seus funcionários mas, sobretudo, não gosto do abuso que é a EMEL obrigar a pagar novo estacionamento cada vez que se sai da zona onde se pagou, mesmo que ainda reste tempo.

À porta da sede da EMEL há muitos dos seus fiscais a fumar, mas é difícil encontrar uma caixa de pagamento perto do local onde existem mais estacionamentos disponíveis. Um cidadão tem que dar uma bela caminhada até à esquina onde há uma máquina – apetece logo nem pagar. A colocação de máquinas em locais distantes é uma das provas da atitude que rege a empresa, de desprezo por quem a financia.

Vamos por partes: quem anda de automóvel em Lisboa é CLIENTE da EMEL, não é um malfeitor encartado atrás do qual devem ser lançados cães de fila. A EMEL tem que aprender aquela coisa básica que é tratar as pessoas como clientes, que são. Eu até sou dos cumpridores, lá vou pondo as moedinhas – mas não me coíbo de dizer que acho um roubo a forma como o sistema está organizado – e cada vez que digo isso a um Fiscal ele fica com cara de quem me quer dar voz de prisão. Há uns que olham para mim a ver se me fixam a cara e vão apontar a matrícula do carro. Revelador, não é?

Quem anda de carro em Lisboa por razões profissionais tem várias vezes que parar numa série de locais relativamente próximos, mas pertencentes a várias zonas de cobrança da EMEL . Já mais que uma vez me aconteceu chegar ao meu carro, com um selo ainda dentro do limite de tempo, mas oriundo de outra zona – e ter que aturar um fiscal a perseguir-me verbalmente sem sequer lhe passar pela cabeça que está a falar com um cliente e não com um assaltante. As criaturas da EMEL são formadas para perseguir, punir e abusar da autoridade – não são formadas para servir os clientes – não admira, a EMEL é filha da Câmara Municipal de Lisboa que tem uma persistente atitude de afastar moradores e castigar quem tem a mania de querer viver na cidade.

Nas próximas autárquicas só voto num candidato que proteja os moradores de Lisboa, que os beneficie em vez de penalizar. E que diga que vai pôr a EMEL na ordem.

 

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publicado às 18:51


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