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FÁBULA - Era uma vez um senhor chamado António que queria muito mandar em tudo. O senhor António tinha sido eleito para presidente da junta da sua terra, mas gostava mais de outro lugar onde mandasse mais. Nas eleições da sua terra tinha jurado a pés juntos que mandar nas ruas e ruelas da terrinha era mesmo o que ele queria e prometia dali não sair. Mas manhoso como é, e já a pensar na sua tropelia seguinte, o senhor António tinha posto como seu braço direito o senhor Fernando. O senhor Fernando não percebia nada das coisas da terrinha, mas ninguém se importava com isso, muito menos o senhor António. A seguir ao senhor Fernando vinha o senhor Manuel, que já tinha sido o braço direito do senhor António, mas que não era do mesmo clube. e por isso teve que ficar um bocadinho para trás. O senhor Manuel quando se olhava ao espelho pensava-se o Marquês do Pombal e tinha como desejo reconstruir a sua terrinha. Esperto, percebeu logo que o senhor António se queria ir embora e sabia que o senhor Fernando percebia pouco das coisas que interessavam. De maneira que viu uma oportunidade de, não mandando no papel, ser ele a mandar por interposta pessoa. Quando o senhor António se foi embora da terrinha deixou os problemas nas mãos do senhor Fernando que, aflito, se virou para o senhor Manuel e pediu ajuda. O senhor Manuel sorriu, esfregou as mãos de contente, virou-se para o espelho e disse: “agora é que vai ser”. E, assim começou paulatinamente a destruir a terrinha, para depois a reconstruir à sua maneira, como o velho Marquês tinha feito depois de um terramoto. Como agora não havia terramoto, o senhor Manuel encheu o peito de ar e disse: “terramoto eu serei”. O senhor Manuel odiava carros e quem os usava. Para ele a terrinha devia ser como um bibelot - muito certinha, guardada numa redoma, de preferência sem utilizadores. Imaginou logo um esquema: os habitantes da terrinha íam ter obras com fartura que demorassem muito tempo, para andarem pouco pelas ruas; haviam de não poder andar nos seus carritos de uma ponta à outra, por dentro da terrinha - se quisessem que fossem por uma das estradas do lado de fora da redoma, para não sujar o bibelot - assim as visitas escusavam de ver quem vivia na terra. Os indígenas - como o senhor Manuel lhes chamava - demoravam mais tempo e sentiam incómodo? -  “Paciência” - rangia o senhor Manuel, dizendo entre dentes: “se não gostam, que vão morar para outro sítio”. No meio disto o senhor Fernando julgava que estava tudo como ele queria e foi-se até convencendo que o que se passava era da sua lavra. Nunca percebeu que a única coisa que fazia era dizer que sim ao senhor Manuel. Ufano, o senhor Fernando foi pondo notícias nos jornais a explicar que, mesmo não parecendo, o presidente da junta era ele. O senhor Manuel sentava-se ao lado de uma das valas que esventrava as ruas e agarrava-se à barriga , de tanto rir, enquanto lia páginas e páginas da gazeta da terra a falar com o senhor Fernando.

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SEMANADA - Até Março venderam-se mais de 205 carros por dia, a antecipar a subida de impostos; o FMI pediu um reforço da austeridade; Angola pediu assistência ao FMI exactamente cinco anos depois de Portugal o ter feito; esta semana os prazos constitucionais atingiram o ponto a partir do qual o novo Presidente da República recuperou o poder de dissolução da Assembleia da República; Mário Draghi participou no Conselho de Estado, o primeiro convocado por Marcelo Rebelo de Sousa; na comissão parlamentar de inquérito apurou-se que o Banco de Portugal desaconselhou a resolução do Banif 15 dias antes de a aplicar; em Portugal, no ano de 2015 saíram para offshores 2,25 milhões de euros por dia; o numero de emigrantes portugueses que são licenciados triplicou no último ano; José Sócrates acusou o Ministério Público de fazer terrorismo de Estado; cerca de mil contribuintes por dia pedem ajuda para preencherem o IRS; 16 militantes do PS de Coimbra foram suspensos por terem falsificado fichas de inscrição no partido; do 1º ao 4º ano há mais de 94 mil alunos em turmas que têm, em simultâneo, vários anos de escolaridade diferentes; os orçamentos das universidades e institutos politécnicos vão perder 57 milhões de euros face ao que tinha sido inscrito no Orçamento de Estado para este ano; António Costa quer dar às secretas acesso a dados dos telemóveis.

 

ARCO DA VELHA - Em Vila do Conde foi assaltada uma ourivesaria que fica ao lado de uma esquadra da PSP.

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FOLHEAR - António Caeiro é um jornalista português que viveu na China muitos anos e já escreveu vários livros sobre as relações luso-chinesas : “Pela China Dentro - Uma Viagem de 12 anos”, “Novas Coisas da China- Mudo, logo existo” e, agora, “Peregrinação Vermelha - O Longo Caminho Até Pequim”. Como António Caeiro faz notar, “Portugal foi um dos países europeus onde o comunismo chinês teve mais adeptos e parte da sua actual elite foi maoísta durante a juventude”. Este novo livro é uma história dessa atracção e dos contactos entre Portugal e a China vermelha. Como o autor relata, durante três décadas, até 1979, Portugal e a China não tiveram relações diplomáticas mas os contactos “secretos, clandestinos ou oficiosos” nunca foram interrompidos - o que em parte se explica pela presença em Macau e pelo facto de nenhum dos dois países e regimes considerar o território uma colónia. O livro conta uma sucessão de histórias, algumas quase aventuras e “agarra” os leitores do princípio ao fim - há muita coisa que se descobre e aprende nestas páginas que evocam muitas conversas tidas pelo autor ao longo dos anos. Numa altura em que a China volta a estar no centro do Mundo e em que tanto se fala da presença chinesa em Portugal, aqui está uma boa forma de conhecer melhor a história da relação entre os dois países. (Edição D. Quixote/ Leya).

 

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VER - Vou começar com uma sugestão no Porto, na Galeria Pedro Oliveira - a exposição de Cecília Costa. A exposição agrupa vários desenhos a óleo, outros a fita cola e carvão e duas esculturas de madeira, na realidade duas propostas de mesas transfiguradas - uma delas com livros e outra com uma esfera de aço polido (na imagem). Sob o título “Força Fraca”, Cecília Costa combina figuras geométricas com as suas mesas alteradas - até 21 de Maio. Do Porto passamos para Coimbra onde, no  Centro de Artes Visuais (CAV) está a exposição “O Coração da Ciência”, que sob a curadoria de Albano da Silva Pereira reúne até 12 de Junho fotografias de Álvaro Rosendo, Candida Hofer, Joan Fontcuberta, Joel Peter Witkin, Jorge Molder e Paul Den Hollander, entre outros. Em Lisboa, destaque para “Linhas de Diálogo”, uma exposição que no Espaço Novo Banco, Praça Marquês do pombal, em Lisboa, apresenta uma selecção de obras das colecções de fotografia da Fundação Coca Cola Espanha e da Colecção Novo Banco (ex-BES), que, sabe-se agora, está à venda por força do que aconteceu à instituição bancária - é considerada uma das mais importantes colecções de fotografia contemporânea europeias. E, a terminar, na sala de exposições da Torre do Tombo com “Livros de Muitas Cores” onde podem ser vistas fotografioas de escritores portugueses feitas por Luísa Ferreira em 1997 e 2000 para os pavilhões de Portugal na Feira do Livro de Frankfurt e no Salão do Livro de Paris.

 

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OUVIR - A 13 de Abril de 1965 a histórica sala do Olympia de Paris acolhia, pela primeira vez, um digressão de alguns dos maiores artistas da etiqueta discográfica que pôs a música soul nas bocas do mundo - a Tamla Motown. Nessa noite, em Paris, actuaram Steveie Wonder, The Supremes, The Miracles, Martha (Reeves) & The Vandellas e Earl Van Dike and The Soul Brothers: The Tamla Motown Show. Paris tinha acolhido anos antes o jazz norte-americano e recebia de braços abertos a soul music. A sala do Olympia estava cheia (ao contrário do que tinha acontecido dias antes nos concertos em Londres). A editora decidiu gravar o concerto e o resultado foi um LP que fez história “Motortown Revue in Paris”. 40 anos depois eis que surge uma edição em CD duplo que agrupa três dezenas de temas cantados nessa noite, 12 dos quais surgem agora em disco pela primeira vez. “Motortown Review In Paris” é um duplo CD com edição especial da Tamla, distribuído em Portugal por Universal Music.

 

PROVAR -  Cheio de hesitações entrei na Mexicana um dia destes à hora de almoço. Pedir um bife três pimentas, muito mal passado, com ovo estrelado e batata frita é um teste a qualquer local. Em primeiro lugar ver se a carne é de boa qualidade - em segundo lugar ver se de facto veio mal passado mas saboroso da pimenta e do tempero, ter a certeza que tenha sido frito e não grelhado com  molho depois adicionado por cima; outro ponto importante - que o bife, apesar de mal passado venha quente e que não esteja frio de frigorífico no meio (já me aconteceu numa das casas do cozinheiro Vitor Sobral); em terceiro lugar desejar que o molho não seja parecido com restos de um galão, destruindo todo o sabor; verificar ainda que o ovo venha estrelado e não recozido e, finalmente que as batatas estejam fritas e estaladiças e não espapaçadas e moles. Pois então tenho a dizer que gostei do bife na renovada Mexicana. A rematar o café estava bom, sem vir queimado e o pastel de nata recomenda-se. A sala do fundo, do restaurante, está com mais luz, mais limpa, a mobilia foi bem restaurada, os painéis estão fantásticos. Nem mesmo os balcões frigoríficos da entrada me escandalizaram. Acho que a Mexicana se salvou de aparência e de conteúdo- Há um mix de empregados antigos e novos, o serviço está mais atento e simpático. Dentro de pouco tempo vai abrir uma taberna, vocacionada para os petiscos. Hei-de lá ir experimentá-la. E à Mexicana voltarei quando por lá passar de novo. Avenida Guerra Junqueiro 30C, à Praça de Londres, telefone 218 486 117.

 

DIXIT - “Estamos a criar um império europeu em Bruxelas, guiado pela Alemanha” - João Ferreira do Amaral.

 

GOSTO - Da inauguração do novo equipamento cultural de Coimbra, o Convento de S. Francisco, que pretende ser um pólo de atracção de públicos de toda a região Centro.

 

NÃO GOSTO - Do que significa um Ministro que ameaça fisicamente quem o critica, como João Soares fez a Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente.

 

BACK TO BASICS - Aprendi a usar a palavra “impossível” com o maior dos cuidados - Von Braun.





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publicado às 14:00

CULTURA - Há uma enorme diferença entre gerir instituições culturais e programar a sua actividade para os públicos que cada uma atinge ou pretende atingir. A confusão vem de há muito e atravessa a manada que nem um raio em noite de trovoada seca. Por cá o azar começa muitas vezes logo nos Ministros. João Soares é um bom exemplo do problema: em vez de delinear uma estratégia para o seu largo sector - as instituições culturais e a comunicação (que inclui o audiovisual), deu apenas sinais de querer programar a discutível e débil colecção de Mirós para Serralves, ao mesmo tempo que vai distribuindo promessas de atenção a isto e aquilo, sem mostrar os meios que poderá usar para garantir que tanta atenção seja produtiva. O seu consulado fica para já marcado mais por afastamentos - que noutros tempos alguns apelidariam de saneamentos - do que por propostas concretas. João Soares entrou no sector como um elefante se passeia numa loja de porcelanas. As suas demissões e nomeações reflectem mais uma preocupação de distribuir aliados e multiplicar iniciativas do que de criar uma linha coerente e integrada que junte peças - coisa que também fez em Lisboa quando foi vereador da Cultura. A esse nível João Soares padece do mesmo pecado que António Lamas: ambos gostam de controlar e de ter a última palavra. Estou à vontade no assunto: não alinho no muro de lamentações em torno de Lamas. Um dia, quando alguém contar a história verdadeira das coisas, se saberá quem apadrinhou a ideia de mudar o plano original do CCB, introduzindo a valência de ópera no Grande Auditório, que radicalmente desequilibrou o projecto arquitectónico original, deu uma machadada irrecuperável na acústica da sala, e foi responsável por uma grande parte do enorme desvio orçamental da obra. Se forem ver quem mandava no plano e acompanhava a construção perceberão melhor o efeito destruidor da tendência de ser programador de gostos pessoais  - e no caso pretendendo fazer tábua rasa do S. Carlos. Que fazia António Lamas à data? - Superintendia o organismo que tutelava a construção do CCB. Dele apenas sei, pelo que me diz quem com ele trabalhou, que é um autocrata, incapaz de delegar, que concentra tudo em si mesmo. Quis, agora, no CCB onde em má hora voltou, reproduzir uma coisa que fez bem em Sintra, num contexto de recuperação de monumentos e ruínas, preconizando uma gestão integrada de instituições com programações autónomas na zona de Ajuda-Belém, abrindo o caminho a descaracterizar cada uma delas. Nunca concordei com esta ideia e deixei-o aliás escrito. A posição de um Ministro é dar orientações - se as souber dar, claro. Não é demitir porque não se simpatiza - como aconteceu agora no CCB, mas também no S. Carlos.  A ver vamos onde isto vai parar. Como se sabe, e agora se tem visto, dirigir é bem mais difícil do que mandar. Na Cultura está a criar-se um Gulag. Em nome do antifascismo, claro, que de outra forma não podia ser. Uma palhaçada.

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SEMANADA -  O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse em Marrocos que o PS quer conquistar novo mandato governamental em 2019; Passos Coelho garantiu em Lisboa que o PSD está preparado para governar e admite voltar ao governo mesmo sem eleições antecipadas; as avaliações de Bruxelas a Portugal vão continuar  pelo menos até 2035, segundo dados do Eurogrupo; o Conselho das Finanças Públicas considera que existem “riscos importantes” no Orçamento de Estado e avalia como demasiado optimista a receita fiscal prevista; a dívida pública aumentou 3,34 milhões de euros em Janeiro, tendo atingido o total de 234 mil milhões de euros; nos últimos anos encerraram mais de 10% das escolas portuguesas; a McDonald’s anunciou que as refeições para crianças vão deixar de ter a indicação de que se destinam a rapazes ou raparigas, em funções dos brinquedos que têm como brinde, para evitarem estimular a descriminação entre sexos; uma mulher de Chaves tentou matar o marido por este não a querer deixar ir jogar ao casino; o regresso às 35 horas semanais a partir de Junho deste ano vai custar ao Serviço Nacional de Saúde entre 28 a 40 milhões de euros; as vendas de automóveis em Portugal atingiram as 20.640 unidades em Fevereiro, o que corresponde a mais 23,4% que as unidades vendidas no mesmo mês de 2015; 68% dos utilizadores de telemóveis já possuem smartphones e a penetração destes equipamentos aumentou 89% relativamente ao observado em Abril de 2013.

 

ARCO DA VELHA - O Pessoas-Animais-Natureza (PAN) pretende que seja possível deduzir as despesas veterinárias “em sede de IRS”, como despesa de saúde, beneficiando animais e pessoas que têm “animais de companhia” e manifestou-se contrário à utilização de coleiras em cães.

 

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FOLHEAR - Eu aposto que 99% dos autores de insultos variados a Henrique Raposo no Facebook não leram o livro que motivou a polémica que se criou em torno das suas declarações num programa da SIC Radical. O livro chama-se “Alentejo prometido”  e acontece que é um livro bem escrito e que aborda com originalidade um retrato do Alentejo, a região de onde a família do autor é originária, em temas como a vida, o papel da mulher, o suicídio, o desenraizamento depois da fuga para a grande cidade ou os seus arredores. Ora o retrato que Henrique Raposo faz é realista, elogiando a resistência das mulheres, recordando a vida na região na última metade do século passado, explicando o desespero de quem põe fim à vida ou as saudades da terra que se deixou. Não sou particularmente fã das colunas de opinião de Henrique Raposo - e neste momento ele está a ser vítima do estilo que usa na sua coluna e não do que escreveu neste livro, que é um bom livro. Mas o tema não é este - o que me irrita é a banalização de uma suposta superioridade moral da esquerda que justifica que se faça censura e se apelem a autos de fé contra esta obra e contra o seu autor. Em suma, pretendem vigiar a opinião mas nem sabem ler aquilo que criticam. Se lessem arrepender-se-iam de ter diabolizado “Alentejo prometido”. Eu não preciso que decidam por mim o que devo ler - quando não engraço com a coisa sigo em frente. Para dizer que não se gosta é preciso saber ler - uma coisa que exige paciência, atenção e algum desejo de aprender. E neste livro aprende-se.

 

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VER - Hoje estou em dia de contrariar os bem pensantes. Depois de ver o segundo episódio aqui declaro gostar de “Vinyl”, a série de Scorsese & Jagger, produzida pela HBO, que a TV Series está a exibir. Aceito que a coisa possa parecer fantasiosa, mas acreditem que, na época retratada, anos 70, a indústria discográfica era mesmo assim. Se achei o primeiro episódio, duplo, longo demais, achei o segundo com bom ritmo e certeiro. Vejo a série e adivinho alguns dos nomes reais que inspiraram os autores a criar aquelas personagens. “Empire”, outra série sobre o mesmo tema, é apenas uma variante mais pobre, embora mais contemporânea, sobre a mesma história.

 

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OUVIR - Francisco Silva é o criador de uma aventura musical chamada Old Jerusalem, que publica discos a ritmo incerto. O anterior trabalho datava de 2011 e agora, de repente, sai este “A Rose Is A Rose Is A Rose”, título inspirado em Gertrude Stein. Atrevo-me a dizer que este sexto álbum de originais é o seu melhor trabalho. Poder-se-iam detectar numerosas influências musicais neste CD - mas cada artista cria as suas obras a partir daquilo que mais o tocou. Fiquei rendido com o tema de abertura, “A Charm”, mas depois fui descobrindo, ao longo das dez canções, a espantosa energia e eficácia de uns arranjos que, se tivessem errado, seriam apenas espampanantes em vez de impressionantes. A responsabilidade de uma riqueza sonora que convive com a simplicidade deve ser assacada ao pianista Filipe Melo. Mas é ao “clandestino” Francisco Silva que se deve mais este episódio das aventuras sonoras dos Old Jerusalem, algo do melhor que se tem feito neste pequeno rectângulo.

 

PROVAR -  Uma série de amigos andava a falar-me, desde há uns tempos, de um restaurante que fica perto da Estrada da Luz, na rua da Loja do Cidadão, chamado Bom de Veras. Nos últimas semanas fui lá duas vezes e em ambas dei por bem empregue o tempo e fiquei contente com o resultado da prova. Da primeira vez comi um dos pratos do dia - e vale sempre a pena perguntar ao proprietário, Luis Filipe, o que tem para propôr que não esteja na carta. Normalmente estas propostas são comida de conforto, caseira, bem portuguesa e muito bem confeccionada. Na lista há especialidades como uma empada de carne, uma coxa de pato confitada ou um bacalhau fresco sobre cama de brás - em que o fiel amigo vem invulgarmente bem afinado na confecção. O couvert conta com umas azeitonas muito bem temperadas. Quanto aos vinhos não se fiquem pela lista e peçam sugestões: eu segui a recomendação de uma Quinta das Camélias Reserva, magnífico tinto que faz jus à evolução que a região tem tido. Os preços dos vinhos não são especulativos e a conta é honesta. A sala tem duas zonas - para fumadores e não fumadores e ao Domingo há um buffet de cozido que tenho ouvido louvar com frequência - e nesse dia é mesmo preciso marcar. Bom de Veras - Rua Abranches Ferrão nº 17, telefone 217 266 203.

 

DIXIT - “É preciso dizer que o jornalismo do cidadão é uma treta” - Carlos Magno, Presidente da ERC

 

GOSTO - De ter um Presidente que diga que a comunicação social é essencial para a democracia, como Marcelo Rebelo de Sousa fez esta semana - bem melhor que um Presidente que se gabava de não ler jornais, como Cavaco Silva.

 

NÃO GOSTO - Dois terços dos médicos e enfermeiros apresentam sinais de esgotamento.

 

BACK TO BASICS - Os jornais não se podem preocupar em ter amigos - Joseph Pulitzer.

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