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(publicado no diário Meia Hora de quarta feira 16 de Abril)


Por estes dias a imagem mais marcante é a da posse do novo Governo Espanhol, maioritariamente feminino e com uma ministra da Defesa em gravidez avançada a


passar revista às tropas. As imagens da cerimónia transpiram «salero», confiança e entusiasmo. São uma afirmação de energia positiva, são um símbolo de modernidade e valem mais do que mil declarações sobre a igualdade ou quinhentas comissões contra a descriminação sexual. Temos que reconhecer: nós não temos uma esquerda assim, não temos, no poder, uma esquerda descomplexada, de cabelos longos, guarda roupa elegante nas cores da moda, maquilhagem cuidada e saltos altos. Em vez disso a nossa esquerda é feita do Dr. Louçã a atacar tudo e todos ou do Dr. António Vitorino mascarado de comentador a servir de trombeta do regime, pronto sempre a encontrar elaboradas desculpas para tudo.


A enorme diferença entre a maneira de funcionar em Espanha e em Portugal está naquelas imagens, na maneira de encarar as coisas, de arriscar, de surpreender. Zapatero ganhou mais apoios com estas escolhas que nos últimos anos de Governo. A verdade é que nós não temos uma esquerda assim. A nossa é cinzenta e, quanto à que está no poder, distingue-se pouco, no cinzentismo e na prática, da direita que a precedeu. 




NOTAS À MARGEM:



  1. Jorge Coelho anda a servir de bode expiatório da hipocrisia nacional, graças à inveja, que é o carburante mor da pátria desde há muito, muito tempo. Querer transformar a política num sacerdócio é a maneira mais certa de acabar com ela e de perder quem queira ter intervenções cívicas. Jorge Coelho poderá eventualmente ter muitos defeitos e estou longe de pensar em muitas coisas como ele, mas cumpriu a Lei, foi transparente e não se escondeu atrás de um biombo. Nem todos podem dizer o mesmo.

  2. Eu acho que deve haver um problema de poluição grave na Lapa, perto da sede do PSD. Só isso explica que – certamente por falta de oxigénio – do cérebro dos dirigentes sociais democratas surjam coisas como as acusações a Fernanda Câncio. Se eu ainda estivesse, como há três anos, na RTP 2, e se quisesse um documentário sobre bairros degradados, ela seria uma boa escolha – conhece o tema e sabe de televisão. É preciso mais alguma coisa?


 

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publicado às 11:54

JORGE COELHO E A POLÍTICA

por falcao, em 12.04.08

Quero aqui deixar a minha solideriedade para com Jorge Coelho. Temos opiniões muito diversas sobre muitas coisas. Mas há um ponto básico: participar na política e em causas cívicas não pode ser argumento para castigos nem para limitações a não ser as baseadas na Lei e na ética. E ele não feriu nem Lei nem ética.


Algumas vozes que se levantam nesta altura bem poderiam também pensar nas limitações que deveriam existir entre o desempenho de cargos políticos e o exercício de comentário político em media. Essa sim é uma questão bem pertinente.


 

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publicado às 11:24


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