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SEMANADA - Há cerca de ano e meio um grupo de 12 economistas do PS, antes das eleições que possibilitaram que Costa tivesse o seu momento de poder, anunciavam que em 2017 o PIB ia crescer 3,1%, o investimento disparar 8,4%, as exportações acelerar 6,3% e o emprego 1,9%. Segundo o OE 2017, apresentado pelo Governo Costa,  a economia só vai crescer 1,2% este ano e 1,5% no próximo. Os mesmos economistas garantiam que o investimento seria o grande motor da economia e diziam que podia crescer 7,8% em 2016 e 8,4% em 2017; o OE 2017 diz que o investimento vai cair 0,7% este ano para crescer 3,1% no próximo. Os mesmos economistas previam que o consumo privado tornaria a procura interna mais relevante: os gastos das famílias iam acelerar 2% em 2016 e 2,9% em 2017;  o OE 2017 prevê que o consumo privado suba 2% este ano e desacelere para 1,5% no próximo. Podiam ser pequenos erros, podiam ser pequenos desvios; são um grande engano, são o exemplo acabado de demagogia empacotada com um carimbo de conhecimento, vazio como agora se vê.  Foi um engano usado em vésperas de eleições para sustentar um programa eleitoral feito de promessas que não se cumprem, como agora é cristalinamente claro para todos. Em vez destas promessas, Costa pôs-se a aumentar impostos - que tinha prometido reduzir. Criou novas taxas, não reduziu os que antes prometera diminuir. Aqui está mais um caso de uma revoltante diferença entre promessas eleitorais e realidades governamentais. O PS, com o apoio do Bloco e do PCP na política orçamental, não é melhor que os seus antecessores. Havia quem achasse o contrário.

 

VOTAR - 60 por cento dos Açorianos não quiseram participar nas recentes eleições da região autónoma. Seis em cada dez abdicaram de um direito que supostamente proporciona a escolha do caminho a seguir. É um número elevado e que tem  crescido em Portugal e na Europa. Para o ano teremos eleições autárquicas e a expectativa vai do regresso de alguns dinossauros locais até ao eclodir de mais candidaturas independentes. Vamos ver qual é o pano de fundo da participação dos eleitores. A verdade é que as pessoas andam fartas de votar para, depois, viverem resultados bem diferentes das promessas que políticos de todos os partidos lhes arengaram nas respectivas campanhas. No caso das autárquicas a coisa ainda se complica quando de repente, como aconteceu em Lisboa, houve quem votasse em António Costa para Presidente da Câmara e depois, quando este se lançou para o Governo, se visse com Fernando Medina pela frente a criar um autêntico terramoto. Tudo isto desprestigia o sentido dos votos e o efeito prático das eleições.  A abstenção só se combate se os políticos não mentirem e se cumprirem as promessas eleitorais - a história recente mostra que estas são duas impossibilidades em termos reais e o resultado é o descrédito do sistema. Para quê votar, se depois fazem tudo ao contrário? A culpa da abstenção não é dos eleitores nem o problema se resolve com lições e campanhas de sensibilização. Resolve se com mudanças profundas nos partidos, com essa coisa tão rara  que se chama honestidade, um bem escassíssimo na política.

 

ARCO DA VELHA - A falta de bilhetes no Metro de Lisboa não se deveu a nenhum bruxedo nem a nenhum azar, como um governante foi dizer ao Parlamento. Será verdade que se deve apenas ao singelo facto de o Metro não ter pago ao fornecedor desses bilhetes durante meses e meses a fio?

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FOLHEAR - A Guerra & Paz tem uma colecção chamada Livros Amarelos, com a capa da côr indicada, na sua versão canário. Acontece que esta semana, por causa da passagem de uns alemães amarelos em Alvalade, essa côr me aborrece um pouco. Mas tenho que reconhecer que esta colecção não só tem um grafismo irresistível como apresenta uma selecção de textos invulgares, e que hoje em dia são difíceis de encontrar. Uma das suas mais recentes edições agrupa o "Cântico dos Cânticos", de Salomão, com o “Manual de Civilidade Para Meninas” de Pierre-Félix Louys. Num texto incluído nesta edição Eugénia de Vasconcelos fala da tradução que fez do “Cãntico dos Cânticos” e explica como um texto bíblico escrito cinco séculos antes de Cristo, se mantém tão interessante - e de certa forma actual - nos dias de hoje. Num outro texto o editor, Manuel S. Fonseca, faz a ligação possível entre o poema ao amor que é o “Cântico dos Cânticos” e o manual de desabrida libertinagem e erotismo galopante escrito por Pierre-Félix Louis no final do século XIX e que ainda hoje nos consegue surpreender- o “Manual de Civilidade Para Meninas”.  De qualquer forma, como noutras edições desta colecção, a junção de textos tão diversos num mesmo livro funciona ao mesmo tempo como uma provocação e como uma revelação. E esse é um dos grandes prazeres que estes livros amarelos proporcionam.

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VER - Esta semana recomendo uma visita à Sociedade Nacional de Belas Artes, na Rua Barata Salgueiro 39. Nas suas belas salas estão duas exposições que se recomendam. A primeira é a que mostra algumas das obras da colecção de fotografia da firma de advocacia PLMJ e chama-se “Uma Extensão do Olhar- Art & Law”,  ficando patente até 4 de Novembro. Aqui se mostram trabalhos de  Alfredo Cunha, António Pedro Ferreira,  Jorge Molder ou Helena Almeida, entre outros, intercalando com advogados que descobriram a fotografia. cruzando  olhares treinados e primeiros passos no exercício de saber ver, no contexto de um concurso interno de fotografia, na Sociedade PLMJ. A segunda exposição começa na SNBA mas prolonga-se pela vizinhança. Cartazes do Cinema Português  é uma organização da Academia Portuguesa de Cinema, da Cinemateca Portuguesa e do Instituto do Cinema e Audiovisual e é a primeira grande mostra dedicada aos cartazes dos filmes  portugueses, ao longo de toda a sua História. Na SNBA está a maior parte do acervo, desde os anos 40 até à actualidade; na Cinemateca Portuguesa, mesmo em frente, está a parte dedicada ao cinema mudo e à filmografia de Manoel de Oliveira; e no Hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade, está a parte relativa à obra de José Fonseca e Costa. Exposição Cartazes do Cinema Português, patente até 30 de Novembro.

 

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OUVIR - Não sei bem onde hei-de colocar Wim Mertens - se como compositor, se como pianista, se como contra-tenor ou apenas como um tipo que esgotou a imaginação há umas décadas e ainda ninguém teve a coragem de lhe dizer, porque ele de todo não dá por isso. De qualquer maneira tem muitos fãs e para seu deleite vem cá tocar no Misty Fest em Novembro, no CCB. Tem um disco novo, chamado “What are we, locks, to do?”, a segunda parte de uma trilogia de canções sem chama cujo conteúdo infelizmente é de difícil compreensão. Mertens, um belga da região flamenga, tornou-se conhecido graças ao seu trabalho inicial com os Soft Veredict,  à sua colaboração com o realizador Peter Greenaway na banda sonora de “The Belly Of An Architect” e, sobretudo através das versões de um dos seus temas mais conhecidos, “Close Cover”, que foi um dos êxitos da compilação de dança Café Del Mar. Desde 1980 já editou mais de cinco dezenas de álbuns. Este “What are we, locks, to do?” já está disponível no mercado português, pela mão da Warner Music.

 

PROVAR -  A Mesa do Bairro tem sensivelmente um ano de vida e a sua cozinha é orientada por Luis Baena, Fica no edifício do antigo mercado do Arco do Cego, bem perto do Liceu D. Filipa de Lencastre. Toda a zona parece estar a sair de um bombardeamento, tal a confusão de ruas esventradas e sentidos de trânsito cortados e invertidos que agora por ali abundam, gentileza deste desgraçado edil lisboeta que nos calhou em rifa. A entrada do restaurante dá para uma garrafeira bem fornecida, com algumas escolhas dignas de nota e um extenso catálogo. O curioso é que quem subir ao restaurante pode escolher cá em baixo um dos vinhos e levá-lo para acompanhar a refeição, ao preço de venda na garrafeira (que é honesto), acrescido de uma taxa de rolha (taxa de serviço) perfeitamente razoável. A sala é ampla e luminosa e existe um terraço que acolhe uma esplanada abrigada. A lista é de clara inspiração portuguesa - com entradas que vão dos peixinhos da horta a belos croquetes de vitela, passando por uma raridade nos dias que correm - ovos verdes.  Nos peixes destaque para as pataniscas de bacalhau e para o polvo suado com batata doce e, nas carnes, destaque para os pastéis de massa tenra com arroz de grelos e um rabo de boi desfiado, enformado e assado no forno, acompanhado por genuíno puré de batata.  Quem queira tem bons bifes e as batatas fritas às rodelas finas são boas. Nos doces, destaque para o pastel de nata ou o arroz doce com gelado de canela. Nalguns casos nota-se que um  pouco mais de cuidado na cozinha seria bem vindo para evitar que alguns pratos fiquem acidentalmente condimentados a mais ou a menos e outros fiquem demasiado cozinhados. Mas o serviço é acolhedor, o local é simpático e a relação qualidade-preço é boa. Tem campo para melhorar e esperemos que sobreviva ao degredo das obras que o cercam. Mesa do Bairro, Rua Reis Gomes, Tel 961 459 220.

 

DIXIT -  “Não temos muito tempo até um novo ponto de ruptura. que, temo, terá consequências sobre o conjunto dos portugueses bem maiores que o episódio do início desta década” - António Nogueira Leite

 

GOSTO - Da Bienal de fotografia de Vila Franca de Xira, dedicada ao tema "Arquivo e Observação".

 

NÃO GOSTO -  Os 60% de abstenção nos Açores são um muito mau sinal para o que aí vem em matéria de eleições.

 

BACK TO BASICS - Jogar pelo seguro é desistir de jogar - Robert Altman

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publicado às 14:00

SANÇÕES - A União Europeia parece uma menina birrenta. Qualquer coisa que atrapalhe os seus planos indispõe-na sobremaneira. Tal como acontece com as meninas birrentas, muda de opinião conforme o vento. Ora ameaça, ora cede. Ora diz que vai passar uma rasteira, ora assobia para o ar a fazer de conta que não vê. Esta coisas das sanções é uma espécie de casa-descasa. Uns tantos dizem que alguém tem que fazer as malas e sair; mais uns prometem açoites e castigos; outros dizem que o melhor será dar mais uma oportunidade. À segunda há sanções pela certa, à tarça talvez não, à quarta foram adiadas e à quinta voltam à baila. O mais curioso é que, quando alguém resolve sair deste manicómio levanta-se um clamor de acusações em vez de se procurarem as razões. O que mais me intriga na União Europeia e nos seus burocratas empedernidos, enquistados nos múltiplos orgãos não escrutinados que trabalham em círculo fechado, é a incapacidade de avaliarem a causa das coisas, é a maneira como acham que a culpa de os assuntos não correrem como planearam é sempre dos outros e não da má informação, do mau planeamento ou simplesmente da incompetência deles próprios. Eu consigo compreender que os burocratas não consigam ver nem viver para além de regras e regulamentos; e também percebo que a Alemanha queira mostrar a sua força e influência, sobretudo agora que a Inglaterra está de malas aviadas. Já percebo menos que outros países se verguem às manias alemãs. Mas, lá está, a história repete-se muito mais vezes do que aquelas que pensamos. A Europa nos dias que correm está a ser o que sempre foi ao longo dos séculos: um palco de disputas, invejas e intrigas. A guerra na Europa já começou há muito tempo. Os novos exércitos, para já, usam o sistema financeiro, por enquanto ainda não precisaram de recorrer às armas.

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SEMANADA - Após estar seis meses limitada a actos de gestão corrente a administração da CGD demitiu-se; só depois disso o Ministro das Finanças veio dizer que tinha havido um desvio de 3 mil milhões de euros ao plano de negócios da instituição; Marcelo Rebelo de Sousa não fugiu a nenhuma fotografia com José Sócrates quando se encontraram numa inauguração, ao contrário do que fez António Costa no Túnel do Marão; Marcelo Rebelo de Sousa andou a tocar bombo nas ruas de Alfândega da Fé; ainda em Trás os Montes, Marcelo Rebelo de Sousa comparou a Presidência da República e  o Governo a cogumelos - o da Presidência maior, ao qual se encosta o menor, do Governo - e disse que o cogumelo presidencial aguentará “por uns tempos” o cogumelo governamental; o PCP esclareceu que a proposta do Bloco de Esquerda de realização de um referendo sobre a permanência na União Europeia viola a Constituição;  um grupo de trabalho criado pelo Governo aconselhou a legalização da Uber e plataformas semelhantes; um funcionário do Tribunal de Loulé vendia dados de processos em curso por 2000 euros; 40% das pensões por desemprego de longa duração são inferiores a 400 euros; as inscrições em universidades privadas cresceram 7% no ano lectivo 14-15; o Bareme Imprensa da Marktest quantifica em 7,2 milhões o número de portugueses que contactam com jornais ou revistas e em 5,2 milhões o número de leitores regulares; a análise, em comissão parlamentar, do projecto de lei sobre alargamento da TDT foi adiada; desde a introdução da carta por pontos as multas na estrada caíram 24%; cada vez que ando pelo caos lisboeta penso que há quem trabalhe para deixar obra feita e há quem só pense em fazer obras. Manias.

 

ARCO DA VELHA - Históriaescondida Lda é o criativo nome dado a uma empresa que Diogo Gaspar,  o Director do Museu da Presidência acusado de várias irregularidades, utilizou para as suas actividades, agora sob investigação.

 

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FOLHEAR - A editora Guerra & Paz gosta de complicar o que é simples. E ainda bem. Em vez de se limitar a reproduzir textos clássicos, dá-se ao trabalho de os trabalhar graficamente, faz ensaios que procuram contextualizar as obras e os seus autores, e ainda por cima inclui nas edições as respectivas biografias. Tudo isto se passa na sua nova iniciativa editorial, a colecção Livros Amarelos que se propõe revelar “as relações compremetedoras de textos célebres”. O amarelo das capas, com o pormenor gráfico de um cortante que permite ver outra côr que vai mudando de edição para edição, é impossível de passar despercebido nos escaparates. A colecção diz-se amarela em homenagem à “Yellow Book” uma revista publicada em Londres antes da União Europeia, mais precisamente no século XIX, e que foi um pólo do modernismo. O grafismo destes livros é de Ilídio Vasco. O primeiro volume (na imagem) junta”O Banqueiro Anarquista”, de Fernando Pessoa, uma leitura terrivelmente adequada aos tempos que correm, e “A Alma do Homem Sob a Égide do Socialismo”, de Oscar Wilde. O texto que ensaia a ligação entre as duas obras é de Manuel S. Fonseca, que dirige a editora. O segundo volume, também já publicado, começa por “Pessimismo Nacional”, um fascinante texto de Manuel Laranjeira, um médico que viveu entre o fim do século XIX e o princípio do século XX e que se suicidou depois de enviar uma carta ao seu amigo Miguel de Unamuno. O outro autor deste segundo volume é precisamente Miguel de Unamuno, que pensando no que Manuel Laranjeira escrevera, publicou “Portugal, Um Povo Suicida”. A ligação entre as duas obras é feita por Helder Guégués, que faz uma incursão apaixonante aos tempos em que tudo isto aconteceu.

 

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VER - Uma das mais curiosas exposições que pode ser vista por estes dias, até 30 de Outubro, é  Fora do Padrão. Lembranças da Exposição de 1940, no Padrão dos Descobrimentos, em Belém.  A exposição é baseada em entrevistas a pessoas que na sua infância ou adolescência visitaram a exposição realizada pelo regime de Oliveira Salazar para comemorar a data da fundação do Estado Português (1140) e da Restauração da Independência (1640) e revisita as suas memórias. Na realidade a  exposição está formada a partir de recordações de 28 pessoas, na época crianças e adolescentes, que visitaram a exposição e que percorrem as suas memórias do tempo da guerra e até do racionamento. Lembram-se de ver a exposição de fora, lembram-se dos sons, de ver as coisas de baixo, dos cheiros, dos animais, dos crocodilos  que estavam no Tanque do Jardim Colonial, e do teleférico então instalado. A exposição é fruto de uma investigação feita ao longo de um ano pelo CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia. Outras sugestões: até 16 de Setembro a Galeria João Esteves de Oliveira, sob o título “Não há folha de sala”, reúne obras em papel de nomes como Manuel Botelho, Sofia Areal, Jorge Martins, Cecilia Costa, Pedro Calapez, José Pedro Croft e Álvaro Lapa (na imagem), entre outros. Na Sociedade Nacional de Belas Artes abriu esta semana uma exposição de trabalhos dos finalistas de pintura da Faculdade de Belas Artes, ano lectivo 14-15.

 

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OUVIR - Que se pode dizer da gravação de um concerto dos U2? - Eles proporcionam canções que marcaram os tempos, muito som, luz deslumbrante e parafernália tecnológica e visual sem fim: usam tudo o que está disponível de melhor e mais moderno, concebido pelos melhores técnicos. “iNNOCENCE+eXPERIENCE - Live in Paris” reproduz os concertos que os U2 deram em Paris em Dezembro do ano passado e que foram transmitidos em live streaming pela HBO. Os concertos de Paris eram para ter ocorrido em Novembro mas foram adiados devido ao atentado no Bataclan. Não por acaso um dos convidados da noite de 7 de Dezembro foram os Eagles Of Death Metal, que se juntaram aos U2 em palco para uma versão conjunta de “People have The Power”, que encerra o DVD. Na segunda noite de Paris quem se juntou aos U2 na mesma canção foi Patti Smith - mas esse registo só está disponível na edição Deluxe do DVD, que icnlui também cenas de bastidores e diversos telediscos. A edição normal tem 30 temas, que percorrem os grandes êxitos dos U2, desde o início da carreira da banda até às gravações mais recentes, e ainda versões de temas de John Lennon, Bee Gees, Doors, David Bowie, Talking Heads, Jacques Brel, The Ramones, Paul Simon, Van Morrison e, claro, Patti Smith - precisamente em “People Have The Power”. A simplicidade e energia natural da banda nos seus tempos irlandeses foi basicamente substituída pela tecnologia e por uma produção sofisticada. Não é por acaso que Bono quer manter o elixir da juventude activo, graças a uma overdose de maquilhagem electrónica. A realização é de Hamish Hamilton, a edição é Island/Universal, já disponível em Portugal.

 

PROVAR - Nestes dias de calor o que sabe mesmo bem a meio da tarde é um gelado. Se estiver nas proximidades de S. Bento recomendo o Nannarella - um estabelecimento que nas suas próprias palavras propõe gelados e sorvetes à moda de Roma. São todos de fabrico próprio, a partir de fruta fresca, e há inclusivamente sorvetes para intolerantes a lactose. São propostos  sabores invulgares, como sorvete de flor de basílico ou guloseimas pouco ortodoxas, como o gelado que é feito à base de bolachas Oreo. Recentemente experimentei o gelado de pistácio, magnífico, e o sorvete de morango, cheio de sabor. Um dia destes hei-de experimentar o de maçã e canela e tenho esperança de encontrar rapidamente a cassata siciliana, que para mim é o petisco dos gelados. O espaço é muito pequeno, é frequente a fila ir pela rua fora, mas o atendimento é rápido e simpático. Há quem diga que estes são os melhores sorvetes de Lisboa e a casa faz entregas ao domicílio. A Nannarella fica na Rua Nova da Piedade 68, frente ao mercado de S. Bento, está aberta diariamente entre as 12 e as 22h00 e o telefone é o 926878553. Tem página no Facebook.

 

DIXIT - “Cortar fundos a Portugal e Espanha é criar dificuldades à própria Europa” - Marcelo Rebelo de Sousa.

 

GOSTO - Da iniciativa da carta aberta contra as praxes violentas, dirigida às universidades e respectivas associações de estudantes, assinada por uma centena de personalidades.

 

NÃO GOSTO - Das manobras para atrasar os reembolsos do IRS

 

BACK TO BASICS - É mais fácil partir um átomo do que um preconceito - Albert Einstein



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