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por falcao, em 14.01.08
O HOMEM - Ele fala com um toque de voz enfatuado, um pouco entre o pedante e o estrangeirado. Levanta o queixo, sobranceiro. Noutros tempos podia ser tomado por um provocador. Mas não. É diferente, é um Ministro. Há uns dias apareceu na televisão a defender o encerramento das urgências hospitalares. NA pose, displicente, era indiferente perante a morte. Dos Outros, claro. Mudou de tema rápido e defendeu a actuação da ASAE. Assumiu a infalível autoridade do Estado. O homem que sabe tudo, na mesma entrevista, logo a seguir disse que o Lisboa-Dakar não corria perigo nenhum e não via razão para cancelamento da prova. 12 horas depois, disse que compreendia a dimensão do perigo. A criatura tem um nome – Silva Pereira. E tem uma função – escudeiro de Sócrates.


O PESSOAL - Olho à minha volta e vejo que o pessoal político está bem um para o outro, dos dois lados do baralho. Ribau Esteves deve ser feito do mesmo ADN de Silva Pereira. Menezes parece-se com Santos Silva – não consegue mais que isso. Vitalino Canas é a alma gémea de Marco António. Até parece que Portugal foi pioneiro da clonagem humana e que o laboratório de experiências foi o Bloco Central. O que passa é que todos mentem sem saberem que o fazem, todos prometem o que nunca vão cumprir, todos andam apenas a arranjar pretextos. Com políticos destes não vamos a lugar nenhum – e o velho Eça de Queiroz começa a ter razão – estes políticos e estes partidos não vão cair, têm que ser removidos a benzina porque são uma nódoa.


A TELEVISÃO - O Governo abriu a porta a um novo canal de televisão. Mas continua sem ir ao fundo do problema: qual o papel do Serviço Público? Como este executivo defende que o serviço público de televisão continue no mercado publicitário, sem mais restrições, é inevitável que o queira a competir em audiências. Como o Governo defende que o operador público deve ter novos canais com conteúdos que estão na matriz da definição do serviço público em qualquer lado do mundo – conhecimento e programação infanto-juvenil de qualidade – é porque quer reduzir e menorizar estas áreas nos seus canais generalistas. A quem serve isto? O Estado, recordo, é simultaneamente o accionista único de canais de televisão e o árbitro da nova realidade da Televisão Digital Terrestre. Não existe aqui um jogo perigoso?


O EXERCÍCIO - O Governo reduziu o IVA dos Ginásios para 5% para fomentar o exercício físico. Óptimo. Mas não reduziu a incidência do IVA nos produtos culturais: CD’s e DVD’s continuam a pagar 21%, ao contrário de Espanha, em que pagam 4%. Os livros aqui pagam 5% e em Espanha 1%. A Ministra da Cultura irá pedir para ser equiparada a Personal Trainer?


A PROMESSA - Quando um Primeiro Ministro contraria uma promessa eleitoral, que deve fazer? Para voltar atrás em mais uma promessa eleitoral – aprovar o novo texto guia da Comunidade Europeia em referendo - refugiou-se no trocadilho de palavras – não é um tratado sobre batatas mas sim sobre a forma de plantar batatas. Eu aliás sou dos que prescindo do referendo – mas o que está em causa é como os políticos de hoje fazem promessas para ganhar votos e depois as não cumprem e - pior – querem fazer de conta que não estão em falta. É a nova demagogia. Dos políticos modernos.


A LEITURA – A revista «Monocle» está a tornar-se num manual de acção política – no sentido cívico – para o século XXI. Nas últimas edições abordou o papel das cidades, a questão da imagem dos países e o assumir de marcas nacionais. Agora, na edição de Dezembro/Janeiro aborda as formas de governação, pistas para o novo ano e, sobretudo, como no mundo global é importante manter identidades fortes.No tempo da globalização, a proximidade e a segmentação voltam a ganhar espaço.


O DISCO- Vão fixando este nome: Luciana Souza. Trata-se de uma cantora brasileira, a viver nos Estados Unidos, cujo último disco, o sétimo da sua carreira, se chama, atrevidamente, «The New Bossa Nova». Com produção do seu marido, um experiente músico de jazz e produtor, Larry Klein, o disco é uma compilação de versões de temas compostos por nomes como Joni Mitchell, Leonard Cohen, Donald Fagen, James Taylor, Randy Newman e Tom Carlos Jobim, entre outros. A interpretação de Luciana Souza para temas conhecidos (e, por isso, arriscados) é inovadora QB, o que em boa parte se deve à excelência dos arranjos e da produção. CD Verve, distribuição Universal.


OBSERVANDO - Só falta o BCP requisitar pessoal à CGD, tal como fazem entre si os vários serviços do Estado.


BACK TO BASICS – Mais que as competências são os nossos actos que mostram a nossa verdadeira forma de ser – J.K. Rowling

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